Ref. #3513
Mary Shelley - O Último Homem | The Last Man (ed. bilingue)
32.80€
Ficção ou uma visão profética sobre o futuro da Humanidade?
Neste livro escrito em 1826, que a crítica considera como sendo a sua melhor obra e publicada em Inglaterra em três volumes, a escritora britânica Mary Shelley construiu uma visão apocalíptica do futuro, descrita a partir de um manuscrito profético.
Passado no século XXI, o romance O Último Homem | The Last Man é narrado por Lionel Verney que conta a história dos últimos momentos da humanidade, destruído por uma por uma praga oriental incontrolável que mata gradualmente todos os homens, mulheres e crianças do planeta. Verney, o único humano imune que testemunha a destruição gradual de todos à sua volta, seja do seu círculo mais íntimo, seja dos fanáticos e negacionistas que tentam negar uma tragédia, é mostrado inicialmente como um homem impulsivo, valorizado pelos arrobos da juventude, cujo fado acaba por remodelar a sua alma através do Amor, o único poder verdadeiro capaz de transformá-lo numa figura heróica e humana. A vida das seis personagens principais é apresentada sob um contexto em que os interesses pessoais e domésticos são substituídos pelas políticas criteriosas, e estas são suplantadas pela praga que envolve toda a espécie humana.
O Último Homem | The Last Man, escrito e publicado logo após a morte do marido da autora, é um conto distópico de fadas para adultos, com cenas de batalhas vividamente descritas, mortes por previsões incuráveis e amores ardentes, pelas quais Mary Shelley elabora um amplo questionamento sobre a posição privilegiada da Humanidade com em relação à Natureza.
Ao contrário da associação comum do género a termos e invenções futuristas, é notável a ausência de tais elementos na trama criada pelo autor, facto contraposto com uma ampla visão filosófica sobre os valores e o papel da humanidade, resquícios setecentistas iluministas. A obra viria também a influenciar grandes escritores de ficção científica e deu início a um movimento, cujos principais expoentes são H. G. Wells, Isaac Asimov e Arthur C. Clark.