REF: #2873
Xosé Tarrío - Contra las cárceles. Contra el estado (ES)
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A ideia de prisão surgiu na história como um meio de isolar e encarcerar aqueles que as autoridades consideravam problemáticos ou subversivos às leis vigentes, anormais às normas sociais estabelecidas. Ao longo da história, as prisões e as suas masmorras foram utilizadas de diferentes formas; mas sempre, absolutamente sempre, quer na Idade Média, quer na época moderna ou na contemporânea, constituíram um instrumento de poder imposto, o meio coercivo dos reis, dos dirigentes militares e dos políticos.
O Estado é uma estrutura de poder que baseia a sua existência no crime e no roubo e que, com as suas fórmulas autoritárias e injustas de organização social, degrada a convivência da sociedade, corrompendo-a e colocando-a contra si própria. Não podemos querer ou pretender eliminar o crime ou a prisão deixando intocado o maior criminoso da história: o Estado. Devemos aboli-lo e, com ele, todos os seus representantes corruptos que vivem à custa dos outros.
É essencial abolir o Estado e todas as suas formas repressivas para construir, a partir das suas ruínas, uma nova estrutura social organizada de acordo com as necessidades populares.